Os planos de previdência privada aberta tiveram queda de 8,7% nos aportes nos primeiros sete meses de 2026, para R$ 91,8 bilhões, segundo relatório da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). Frente ao mesmo período do ano passado, o volume ficou R$ 8,7 bilhões menor.
Os resgates também diminuíram na mesma comparação, mas em ritmo menor, e somaram R$ 84,4 bilhões entre janeiro e julho, um recuo de 5%. Com isso, a captação líquida — diferença entre aportes e retiradas — caiu 36,8%, para R$ 7,3 bilhões.
Apesar da redução da captação, o patrimônio administrado pelos planos de previdência aberta alcançou R$ 1,9 trilhão em julho, crescimento de 13% em 12 meses. Segundo a Fenaprevi, o montante equivale a aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Os planos VGBL concentraram a maior parte dos recursos, com R$ 82,5 bilhões, ou 90% do total aportado, destinados a essa modalidade. Os PGBLs receberam R$ 7,6 bilhões, o equivalente a 8,3%, enquanto os planos tradicionais ficaram com 1,8% da arrecadação.
Ao fim de julho, havia 13,7 milhões de planos de previdência privada aberta no país. Deste total, 8,6 milhões, ou 63,1%, eram VGBLs, 3,2 milhões (23,2%), PGBLs e 13,7%, planos tradicionais.
A Fenaprevi contabiliza 11,2 milhões de pessoas com planos de previdência privada aberta no Brasil. Cerca de 8,9 milhões, ou 80% do total, possuem produtos contratados individualmente.
Fonte: valoriveste.globo.com
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