O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ampliou, neste ano, a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais.
A medida faz parte das ações do governo para reforçar a segurança no pagamento de aposentadorias, auxílios e do BPC/Loas (Benefício de Prestação Continuada), reduzindo fraudes e impedindo que terceiros recebam valores indevidamente.
Embora a nova regra esteja sendo implementada de forma gradual e não provoque bloqueio automático dos benefícios já em andamento, quem deixar de cumprir a exigência dentro do cronograma estabelecido poderá enfrentar dificuldades para solicitar, manter ou renovar benefícios futuramente.
A biometria utilizada pelo governo reúne as impressões digitais das duas mãos e a fotografia do rosto do cidadão, armazenadas em bases oficiais para confirmar sua identidade.
Quem precisa fazer a biometria do INSS?
A nova portaria determina que quem solicitar benefícios ao INSS deverá comprovar que possui biometria registrada em uma base oficial do governo.
São aceitos os cadastros vinculados à:
- CIN (Carteira de Identidade Nacional);
- Título de eleitor (Justiça Eleitoral);
- CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
A exigência já era aplicada para pedidos do BPC/Loas desde setembro de 2024. Agora, a regra foi ampliada para a maior parte dos benefícios previdenciários e assistenciais requeridos ao INSS, alcançando os pedidos apresentados a partir de novembro de 2025.
Quem corre risco de ter benefício suspenso?
Neste momento, quem já recebe benefícios do INSS não terá o pagamento suspenso automaticamente por falta de biometria.
Segundo o governo, haverá um período de transição para adaptação dos beneficiários. No entanto, quem ainda não possui qualquer registro biométrico em bases oficiais deverá providenciar o cadastro dentro do cronograma definido pelo governo para evitar problemas na concessão, manutenção ou renovação dos benefícios quando a regra estiver plenamente em vigor.
A partir de 1º de janeiro de 2028, a biometria da CIN (Carteira de Identidade Nacional) será o padrão para os benefícios sociais.
Quem não precisa fazer biometria?
A portaria prevê exceções para alguns grupos. Estão dispensados da obrigatoriedade:
- pessoas com mais de 80 anos, mediante apresentação do CNIS ou documento oficial com foto;
- migrantes, refugiados e apátridas com a documentação prevista na norma;
- brasileiros residentes no exterior;
- pessoas impossibilitadas de se deslocar, mediante atestado médico emitido nos últimos 30 dias;
- moradores de localidades de difícil acesso, que poderão apresentar documentos alternativos;
- requerentes de salário-maternidade, benefício por incapacidade e pensão por morte, conforme as regras da portaria.
Como saber se você já tem biometria cadastrada
Antes de procurar um novo atendimento, vale verificar se a biometria já consta em alguma base oficial.
O governo considera válidos os registros feitos para:
- Carteira de Identidade Nacional;
- título de eleitor;
- Carteira Nacional de Habilitação;
- passaporte.
Quem já possui biometria em qualquer um desses documentos não precisa realizar uma nova coleta.
Também é possível consultar a situação por meio da plataforma gov.br, além dos serviços da Justiça Eleitoral e dos Detrans. Segundo o MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada em bases federais.
O que acontece com quem não tem biometria?
Pelas regras de transição, quem ainda não possui nenhum cadastro biométrico deverá emitir a Carteira de Identidade Nacional a partir de janeiro de 2027.
Já quem possui biometria registrada na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte poderá utilizar esses cadastros até o fim de 2027. A partir de janeiro de 2028, a CIN passará a ser a referência oficial para identificação biométrica nos benefícios sociais.
Até 31 de dezembro de 2026, o governo também disponibilizará aos órgãos responsáveis pelos benefícios o Serviço de Verificação Biométrica, ferramenta que permitirá confirmar a identidade dos cidadãos por meio de impressões digitais e reconhecimento facial.
Exigência será ampliada por etapas
A obrigatoriedade da biometria vem sendo implementada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o cronograma foi alterado e a implantação completa passou a ser prevista apenas para janeiro de 2027.
Segundo o Executivo, a mudança tem o objetivo de dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional e regularize o cadastro biométrico, evitando transtornos durante a concessão e a manutenção dos benefícios do INSS.
Fonte: ndmais.com.br