Nº de venezuelanos no Bolsa Família explode em 8 anos e chega a 205 mil

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Divulgação - Centro de Coordenação para Interiorização/Operação Acolhida

A fuga provocada pela crise humanitária fez explodir o número de venezuelanos residentes no Brasil atendidos pelo Bolsa Família. Passaram de 1.062, no final de 2017, para 205 mil em setembro de 2025.

Os venezuelanos representam 61% dos 331 mil beneficiários.

Os dados são de setembro de 2025, obtidos no MDS (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) pela coluna junto ao portal da transparência da LAI (Lei de Acesso à Informação).

A Venezuela lidera o número de estrangeiros que recebem o benefício do governo federal desde 2019. Até 2018, o líder era o Haiti, devastado por um terremoto em 2010.
Considerando que há 582 mil residentes venezuelanos no Brasil, aproximadamente um em cada três é atendido pelo programa.

Estrangeiros beneficiados pelo Bolsa família (setembro de 2025):

  1. Venezuela – 205.526
  2. Bolívia – 25.227
  3. Angola – 14.031
  4. Paraguai – 12.731
  5. Cuba – 12.465
  6. Haiti – 11.751
  7. Argentina – 6.604
  8. Colômbia – 6.137
  9. Peru – 4.412
  10. Portugal – 3.562

O total de venezuelanos beneficiados caiu 6% em setembro de 2025, na comparação com dezembro de 2024, seguindo tendência geral de queda no número de pessoas assistidas pelo programa. Em todo o país, o número de beneficiários caiu de 20,5 milhões para 19 milhões no período.

A maioria dos venezuelanos residentes no Brasil entraram por Roraima e foram recebidos pelo governo por meio da operação Acolhida —criada em 2018 justamente para responder ao aumento no fluxo de pessoas que passaram a cruzar a fronteira.

Entre eles, está um grupo de 68 indígenas da etnia Warao que moram no prédio de uma antiga escola em Maceió. Eles chegaram à capital alagoana em 2021 e hoje todas as 15 famílias recebem o Bolsa Família, além de outros benefícios, como o auxílio-gás.

Critérios O MDS explica que a participação de pessoas nascidas fora do Brasil no Bolsa Família é possível desde a criação do programa, em 2003, e atende com transferência de renda as famílias em situação de pobreza e extrema pobreza.

A regra vale para imigrante (aqueles que deixam o país de origem por vontade própria) ou refugiado (forçado a fugir de perseguição, guerra ou violações graves de direitos humano).

“O critério de elegibilidade é socioeconômico: as famílias precisam estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e possuir renda mensal por pessoa de até R$ 218”, diz a pasta.

Para que um venezuelano ou outro estrangeiro receba a bolsa, o responsável pela família deve comprovar baixa renda e apresentar o CPF ou título de eleitor. Aos demais membros da família, basta apresentar um documento de identificação, como a certidão de nascimento.

A partir do cadastro, as famílias passam pela análise de elegibilidade e pré-habilitação.

Fonte: noticias.uol.com.br

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