O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou 18 mandados de busca e apreensão realizados hoje, em Brasília e no Maranhão.
Willer é conhecido por sua relação com políticos. Além da relação com Weverton, é próximo do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O advogado já foi preso pela PF em 2017, à época das investigações sobre os irmãos Batista e a JBS.
Outro lado: em nota, Willer Tomaz disse que a “diligência de busca e apreensão a que foi submetido nesta manhã decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público”.
O advogado afirmou ainda que “não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal”.
O UOL procurou o gabinete do senador Weverton Rocha, e o texto será atualizado em caso de manifestação.
O que diz a PF
A nova fase da Sem Desconto investiga lavagem de dinheiro desviado dos aposentados.
“As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos”, diz a PF.
De acordo com a PF, as apurações continuarão para descobrir a origem e destinação desses recursos e, também, o objetivo dos repasses mapeados.
Fonte: noticias.uol.com.br