Apesar do anúncio de ter zerado a fila de espera por benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), mais de 1,2 milhão de pedidos estão aguardando resposta do órgão. Os dados foram apresentados hoje em Brasília (DF) e correspondem a pedidos que foram feitos no prazo regulamentar de 45 dias que a Previdência tem.
O que aconteceu
- No início de 2026, o INSS tinha cerca de 3 milhões de requerimentos pendentes. Em janeiro, eram 3,073 milhões, dos quais 1,882 milhão já haviam ultrapassado 45 dias de espera.
- Estoque total caiu para 1,55 milhão em julho e chegou a 1,282 milhão em agosto, segundo dados apresentados pelo Ministério da Previdência Social. Naquele mês, porém, ainda havia 261 mil pedidos aguardando há mais de 45 dias —uma redução de 86% em relação a janeiro.
- Diferença entre os números é importante porque o INSS recebe novos pedidos todos os meses. São cerca de 1,3 milhão de requerimentos mensais, entre aposentadorias, pensões, benefícios por incapacidade, benefícios assistenciais e outros pagamentos.
- Por isso, o governo não considera que um estoque de pedidos dentro do prazo represente a chamada “fila” de represamento. A promessa de Lula era eliminar os casos que passaram de 45 dias e manter o processamento dos novos requerimentos dentro desse limite.
- Esse limite funciona como referência para separar o fluxo normal de solicitações do estoque considerado atrasado pelo governo. Em julho, por exemplo, o INSS tinha 1,681 milhão de requerimentos sob análise. Desse total, 745 mil estavam dentro do prazo de 45 dias; 450 mil dependiam de alguma providência do próprio segurado, como o envio de documentos; e 486 mil formavam o estoque considerado efetivamente atrasado.
- Em julho, o INSS respondeu a cerca de 1,6 milhão de pedidos, acima dos 1,4 milhão de novos requerimentos recebidos no mês. A média de espera, segundo o governo, está atualmente em cerca de 34 dias. Foi a primeira vez na série apresentada em que a quantidade de conclusões ficou significativamente acima da entrada mensal.
- Governo afirma que número de concessões aumentou. A média mensal de concessões de benefícios passou de 501 mil em 2023 para 582 mil em 2024, 641 mil em 2025 e 730 mil de janeiro a julho de 2026, alta de 46% em relação a 2023.
Fonte: economia.uol.com.br